Já é tradição ver uma abundância de seleções europeias nas fases decisivas de Copa do Mundo. São os países mais desenvolvidos, com maiores condições econômicas e também de grande tradição no futebol. Mas, no Mundial da África do Sul, onde eles estão longe de casa, temos um domínio do futebol sul - americano. Nas quartas de final, que começam amanhã, teremos pela primeira vez um número superior de seleções deste continente em relação ao europeu: 4 X 3. Alguns detalhes são interessantes. Os clubes europeus contratam muitos jogadores do Brasil, da Argentina, do Uruguai, por exemplo, e dessa forma, os jogadores locais perdem espaço. A Internazionale, da Itália, pode ser um forte exemplo, já que não tem nenhum italiano em seu time titular. A preferência pelos jogadores sul - americanos se deve ao valor acessível do passe para os padrões europeus, pela qualidade técnica (não jogam naquele esquema engessado dos europeus) e então, pode - se dizer que o melhor futebol do mundo está na Europa, mas os melhores jogadores são da América do Sul. Existem exceções, como Zidane e Figo, que já foram premiados como melhores do mundo, mas a predominância é da "nossa porção de terra".

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